A participação da energia solar fotovoltaica na matriz brasileira ainda é incipiente – responde por apenas 0,02% do total energia produzida no país – mas essa fonte renovável vem ganhando espaço graças a uma combinação de fatores: leilões específicos realizados pelo governo federal, incentivos à chamada geração distribuída (linhas de crédito específicas e isenção de impostos em alguns Estados) e investimentos privados na cadeia produtiva, com empresas que começam a fabricar componentes no Brasil.

Imagem4Até 2024, a expectativa é que a energia fotovoltaica represente 4% da matriz energética do país, em uma trajetória semelhante à da energia eólica, que em uma década saiu de menos de 1% para os atuais 6%.

“Será um salto de 200 vezes em relação ao que temos hoje, que vai incluir grandes projetos e geração distribuída”, diz Rodrigo Lopes Sauaia, presidente da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar).

Há potencial de 164 gigawatts apenas nos telhados das casas e empresas, que podem ser aproveitados com os incentivos à geração distribuída.

A possibilidade de consumidores gerarem sua própria energia veio com a Resolução Normativa 482 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), de 2012, que criou o sistema de compensação de energia. Ele permite que sistemas fotovoltaicos e outras formas de geração de energia renovável com até 5 MW de potência instalados se conectem à rede elétrica de forma simplificada, atendendo o consumo local e injetando o excedente na rede, gerando créditos para o consumidor-gerador. Instalados sobre os telhados, os painéis solares são conectados uns aos outros e ligados a um inversor, que converte a energia solar das placas fotovoltaicas em energia elétrica.

A indústria de componentes para energia fotovoltaica também começa a ganhar corpo no Brasil. Em meados de junho, a divisão de conversão de energia da multinacional americana GE em Betim (MG) anunciou a conclusão do plano de nacionalização de seus inversores voltados à energia solar e eólica. “A fotovoltaica vai crescer no Brasil, como os leilões de energia e os compromissos assumidos para redução das emissões de gases de efeito estufa do setor de energia”, diz Sérgio Zuquim, diretor comercial da GE Power Conversion para a América Latina.

Fonte: Valor Econômico

Compartilhe