14203316_1095066863903410_7664733034458909239_nA gestão de ativos como um fator determinante para as mudanças nos negócios do setor elétrico reuniu mais de 80 participantes, entre profissionais das concessionárias de energia do País e especialistas do segmento, durante a terceira edição do Egaese – Encontro de Gestão de Ativos para Empresas do Setor Elétrico. Realizado na primeira semana de outubro, na sede da AES Brasil, em Barueri, São Paulo, a iniciativa permitiu compartilhar os ganhos que vêm sendo alcançados com a aplicação do conjunto de normas NBR ABNT ISO 55.00x no setor e discutir as perspectivas para o cenário de energia elétrica no Brasil.

O painel de palestras, bastante abrangente, trouxe experiências da AES, Cemig, Bandeirante, entre outras, para mostrar como a gestão de ativos pode sustentar e revolucionar o dia a dia das empresas.

1Precursoras na adoção dos conceitos de gestão de ativos, a AES já possui três empresas certificadas em ISO 55001 (AES Tietê, AES Eletropaulo e AES Sul). Ali, as ações com foco nos processos técnicos e financeiros retornaram em agilidade para a tomada de decisão. Com o desenvolvimento de uma metodologia própria para definir a prioridade dos projetos que seriam conduzidos, o tempo foi reduzido de duas semanas para dois dias.

A experiência da Elektro, por sua vez, permitiu a detecção de falhas de forma mais eficiente, o que evitou 20 % de DEC/FEC (indicadores coletivos de continuidade, que apontam a duração e a frequência de interrupções) e reduziu 30 % do OPEX/CAPEX (custo de manutenção e custo de aquisição, respectivamente), em 2015.

Outra distribuidora, que vem se destacando no processo de implantação de gestão de ativos para mitigar falhas é a Bandeirante. A empresa, que espera fechar o ano com a taxa zero de falha, prevê uma economia de R$ 2 milhões em recursos. Ali, o trabalho integrado consistiu em criar métodos de avaliação para identificar o viés de aquecimento de transformadores, o que foi realizado a partir da instalação de sensores nos equipamentos.

2Para Glycon Garcia, do Procobre – Instituto Brasileiro do Cobre – , que apoia a difusão da série de normas e a realização do Egaese, associar a gestão de ativos a uma mudança de cultura para delinear as estratégias das empresas é algo relativamente novo. “A ABNT ISO 55.00x foi editada em 2014. É bastante recente. Mas já posso dizer o setor elétrico é referência em gestão de ativos para outros setores. O envolvimento de líderes das concessionárias de energia de todo o País nesta 3ª edição do Egaese é uma mostra do quanto o setor de energia está engajado para aprimorar o desempenho de suas operações, controlar a exposição ao risco e garantir melhores resultados operacionais”, afirma.

20161004_092140Marisa Zampolli, mediadora dos painéis apresentados durante o evento, vê na adoção dos conceitos de gestão de ativos pelo setor elétrico uma transformação que não se limita às instalações físicas das concessionárias. “A gestão que equilibra custos e riscos, melhora o desempenho, promove a aderência de diferentes departamentos e revoluciona o processo de decisão no setor elétrico é um modelo que deve ser multiplicado por outros segmentos de mercado.”

Confira fotos e notícias sobre o evento na Fanpage: https://www.facebook.com/egaese/

Confira a programação do encontro neste link: http://procobre.org/pt/

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