Existe a expectativa de que maioria da frota mundial de veículos seja movida à eletricidade até 2030. Como estamos nos preparando para que isso aconteça? Essa foi a questão levantada no painel sobre “Matriz Energética para o Futuro da Mobilidade Urbana”, do Smart City Business America 2017.

Segundo um estudo da Universidade Tecnológica do Paraná (UTFPR), veículos elétricos puros devem ocupar cerca de 75% da fatia do mercado nos próximos anos. “Os benefícios são múltiplos: como a qualidade de ar, redução na emissão de gases e conforto dos veículos, além da redução de ruídos”, enumera as vantagens Henrique Miranda, gerente de projetos de marketing da BMW Group.  A BMW aposta em veículos elétricos compartilhados, num futuro próximo, sem a necessidade da transição do movido à combustível para o híbrido.

Em alguns países a transição de veículos movidos à combustível para os elétricos tem sido rápida, como é o caso da Holanda, que planeja proibir o uso de carros movidos à combustível até 2025. “Aqui no Brasil é um processo mais demorado porque tem de haver uma parceria dentre estado, empresas fabricantes e institutos de ciência e tecnologia”, lembra Adriano Castro, engenheiro da Renault do Brasil.

Danilo Carvalho de Gouveia, pesquisador do Instituto Lactec, cita o estudo da UTFPR para explicar a necessidade de novos pesquisas e adaptações aos veículos elétricos. Há a preocupação, por exemplo, com a questão do tempo de autonomia desses veículos e também adaptações dos motoristas e usuários de carros com sistema elétrico. “Os estudos são constantes e a evolução também. Há sim a preocupação quanto à autonomia dos veículos elétricos, se são confiáveis. Mas posso adiantar que uma das formas de recarregar o veículo pode feita com a frenagem com o carro em movimento”, explica, destacando que o custo de manutenção e abastecimento do veículo elétrico é muito menor em relação aos movidos com combustível fóssil.

Para Ricardo Bacellar, diretor KPMG, a indústria automobilística precisa estar atenta ao consumidor, pois cada vez mais há o interesse das pessoas com questões ambientais e sustentabilidade. “Há sim a preocupação econômica, mas também é importante que os fabricantes mostrem seus diferenciais quanto à redução de emissão de gases e sustentabilidade”, disse

Crédito: Revista Galileu

 

Fonte: smartcitybusiness.com.br 

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