Energias alternativas são hoje um dos segmentos com maior potencial de crescimento no Brasil. A energia eólica saltou de cerca de 1% da matriz energética nacional para cerca de 6% em uma década. Agora, expansão semelhante é esperada em energia solar, com expectativa de até 2024 passar a responder por 4% da matriz energética brasileira, que é de apenas 0,02%. “Será um salto de 200 vezes em relação ao que temos hoje”, diz Rodrigo Lopes Sauaia, presidente da Absolar (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica).

Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) até 2024 cerca de 1,2 milhões de geradores de energia solar ou mais deverão ser instalados em casas e empresas em todo o Brasil e até o 2030 o mercado de energia fotovoltaica deverá movimentar cerca de R$ 100 bilhões.

Para se ter uma ideia do potencial do Brasil para produzir energia fotovoltaica, a radiação solar na região menos ensolarada é 40% maior do que na região mais ensolarada da Alemanha, por exemplo, hoje o maior produtor de energia fotovoltaica. Para aproveitar este potencial o preço do kWp – medida de potência energética associada com células fotovoltaicas – está reduzindo e nos próximos anos o desafio será abrir novas linhas de crédito e financiamento. A tendência é de que surjam mais programas do governo e modelos de negócios, tornando o processo mais acessível.

Os custos da energia elétrica têm contribuído para impulsionar o número de instalações do sistema fotovoltaico. Os estados que mais instalam energia solar são Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo, sendo MG um dos pioneiros e com mais instalações e o RJ com melhor potencial e mais instalações por m². Na área empresarial, os estados que mais tem adotado e instalado sistema fotovoltaico são: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Santa Catarina.

De acordo com a Resolução n.o 482, de 2012, o governo garante a todos – públicos residencial, comercial ou industrial – que optarem pela energia solar, descontos na conta de luz. “Ou seja, se o sistema gerar mais energia do que o consumido, a energia excedente será injetada na rede pública. Esta medição é realizada através de um medidor de energia bidirecional – fornecido pela concessionária local – que quantifica os quilowatts-horas injetados de energia solar. Este excedente será analisado e calculado, para que o consumidor receba um desconto em sua conta de luz”, explica o diretor da Divisão de Energia Solar da Fronius, Martin Drope.

A energia solar fotovoltaica é agora, depois de hidráulica e eólica, a terceira mais importante fonte de energia renovável em termos de capacidade instalada no mundo. Mais de 100 países utilizam energia solar fotovoltaica. A China, Japão e Estados Unidos, atualmente, são os mercados de energia fotovoltaica, contribuindo com quase 6% de sua demanda de eletricidade. A Alemanha é o maior produtor, mas estima-se que em breve será superado pela China.

“O Brasil dispõe de um potencial gigantesco. A Europa possui 88 GW de energia fotovoltaica enquanto o Brasil está com menos de 1 GW instalado, ou seja, representa apenas 0,02% do potencial da matriz energética brasileira. Mas este sistema está cada vez mais acessível no Brasil”, destaca Drope, destacando que a Fronius já comercializou mais de 3 mil inversores solares no Brasil, com perspectiva de dobrar este número nos próximos anos.

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